Projeto parceiro do Instituto Galo que acelera fila de cirurgias de escoliose do SUS convive com desafios

O Mude a Curva é um projeto social que acelera filas de cirurgias de escoliose por meio de mutirões estruturados e gratuitos. A iniciativa reúne centenas de profissionais da saúde para devolver qualidade de vida a pessoas com limitações físicas que aguardavam atendimento. Com atuações em várias regiões do país, o movimento transforma realidades ao oferecer cuidado, acolhimento e autonomia aos pacientes.

A situação, contudo, é desafiadora além da responsabilidade de devolver uma luz ao fim do túnel para os acometidos pela má formação. Isso porque alguns obstáculos como a insuficiência de materiais, além da organização estrutural, impedem um melhor desenvolvimento em cada mutirão. Juliano Rodrigues é cirurgião e um dos fundadores da ideia, e comentou sobre a inviabilidade de progredir em quesitos básicos em prol dos acolhidos.

A maior dificuldade está relacionada à falta de insumos e estrutura adequada. Apesar de contarmos com o apoio de empresas parceiras, como a gigantes empresas mundiais do setor, que doam instrumentais e materiais, ainda existem períodos em que a disponibilidade de alguns itens é limitada. Isso nos obriga a ter que buscar soluções alternativas, que nem sempre são ideais para garantir o alcance e impacto desejados“, relatou Juliano, um dos idealizadores do projeto.

Ainda assim, os motivos são de celebração pelas vidas transformadas. Fernando Herrera também é médico-cirurgião e alega problemas que emperram o progresso das ações ao redor do Brasil. Ele também ressalta sobre as últimas operações em Belo Horizonte — em meados de novembro, quando 20 pessoas tiveram a oportunidade de serem auxiliadas e terem uma vida mais digna.

Além dos insumos, outro desafio é encontrar hospitais que aceitem realizar os mutirões. Muitos hospitais têm limitações em termos de leitos, UTIs, recursos e, em alguns casos, falta de incentivos para atender a esse tipo de iniciativa. Apesar disso, temos conseguido formar parcerias sólidas, como a do Hospital São Francisco, em Belo Horizonte, onde realizamos os maiores mutirões de escoliose do estado“, apontou Fernando Herrera

Ao longo de suas edições, o Mude a Curva já avaliou milhares de pacientes e realizou centenas de cirurgias que marcaram mudanças profundas na vida das famílias atendidas. O projeto também promove formação humana e prática para estudantes e profissionais da saúde, que vivenciam o impacto direto da medicina solidária. Cada mutirão consolida a missão do movimento: entregar saúde, esperança e novas possibilidades de vida para quem mais precisa.

O programa se destaca pela estrutura integrada que envolve desde o preparo pré-operatório até o acompanhamento pós cirúrgico dos pacientes. A atuação multidisciplinar garante mais segurança, confiança e eficiência em cada etapa do processo. Reafirmando assim o compromisso de oferecer saúde com responsabilidade, humanização e impacto social real.

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Com apoio do Instituto Galo, Mude a Curva avança na redução da fila de escoliose no SUS em BH

Na manhã desta quarta-feira (19), mais de 40 pessoas envolvidas no Mude a Curva — projeto social estruturado em mutirões cirúrgicos para acelerar as filas de cirurgias de escoliose — apresentaram o dia a dia de um bloco cirúrgico. Nesta semana, 20 pessoas, entre crianças, adolescentes, adultos e idosos, serão contempladas com operações que, sem dúvida, devolverão qualidade de vida e condições básicas para seguir em frente.

De maneira objetiva, a ação já mobiliza mais de 550 profissionais da saúde, alcançando sete estados em quatro regiões do país. Nos 10 mutirões já realizados, mais de 500 pacientes foram avaliados, resultando em mais de 230 cirurgias concluídas — números que evidenciam a relevância social do projeto e o impacto direto de devolver autonomia a pessoas com limitações físicas.

O Dr. Juliano Rodrigues , fundador do Mude a Curva, reforça a missão do movimento:
“É uma alegria imensa para nós do Mude a Curva estar aqui proporcionando essa melhoria de vida para as pessoas. É clara a consciência de que podemos ajudar e usarmos das nossas capacidades como meio de mudar a forma como essas pessoas veem a vida e, claro, deixem de viver em condições físicas precárias como é o caso de muitos e muitas, há anos. Temos a certeza de que a parceria com o Instituto Galo vem para somar e divulgar ainda mais o trabalho que fazemos; como reforçamos: de forma gratuita e totalmente solidária aos que mais precisam.”

Entre os participantes da ação, estudantes de medicina relataram como a vivência transforma a formação acadêmica e humana: “É uma experiência muito enriquecedora porque a gente vê que a medicina não é somente a teoria. Claro, a técnica é muito importante, mas a prática nos ensina não somente a nos tornar melhores médicos, mas também melhores pessoas. Isso contribui bastante para o cuidado e recuperação de cada um. É uma experiência muito gratificante, e que vai ficar marcada pra sempre.”

A mobilização também depende diretamente das equipes do Hospital São Francisco, que recebe a 11ª edição do movimento. Alexandre, responsável pelo núcleo que gerencia o bloco cirúrgico, explica o sentimento de ver o trabalho acontecer: “É um sentimento de dever cumprido. Foram meses de preparação, desde a criação do plano operativo, do mapeamento do fluxo, e hoje a gente está aqui conseguindo fazer as cirurgias e levando mais saúde para esses pacientes. Nós criamos um grupo multidisciplinar para fazer a escuta desses pacientes, então esse grupo fica responsável pelo acolhimento, justamente para promover uma melhor experiência para os nossos pacientes aqui no hospital.”

A fisioterapeuta Ana Cristina detalha o cuidado pré e pós-operatório que garante mais segurança e confiança aos pacientes: “A gente acompanha esses pacientes um mês antes da cirurgia. Avaliamos todos os pacientes aqui no hospital, desde parâmetros como força muscular, equilíbrio, função respiratória, qualidade de vida, auto percepção e aparência. Fazemos então a intervenção online desses pacientes durante um mês antes do procedimento. Depois eles internam, nós reavaliamos os mesmos parâmetros para ver os efeitos dessa intervenção, acompanhamos esses pacientes no pós cirúrgico, tanto no CTI como na internação, para que eles possam voltar a andar e ter confiança. Eles vão mais confiantes para o bloco, com o corpo mais preparado, com uma maior flexibilidade, uma mobilidade melhor da coluna deles e a força muscular mais preparada, para prepará-los ao desafio da operação que eles vão passar e para ter uma recuperação melhor ainda.”

Entre os pacientes que já passaram pelo procedimento nesta edição está Fernanda Freitas, de 17 anos, que deixou o CTI e segue se recuperando no quarto. Ela convive com a escoliose desde os 11 anos, tentou diversas formas de tratamento — como colete, pilates e fisioterapia — mas nenhuma trouxe resultado. As dores eram constantes e o impacto estético também afetava seu dia a dia.

Hoje, ela relata alívio e transformação: “Eu descobri a escoliose quando tinha 11 anos, agora tenho 17. Cheguei a usar o colete, não resolveu. Fiz pilates, fisioterapia, e nada resolveu. Sentia muitas dores e a parte estética pesava muito pra mim. “Eu achei que seria um pós mais dolorosos, mas até agora eu não pedi remédio, consegui dormir, então está tudo bem tranquilo. Já senti diferença na respiração, estou respirando bem melhor do que antes.”

Com o empenho conjunto de profissionais, estudantes e equipes multidisciplinares, o Mude a Curva reafirma seu compromisso em transformar realidades por meio do acesso à saúde. Cada mutirão representa não apenas uma cirurgia realizada, mas uma jornada de cuidado, acolhimento e esperança. O impacto gerado vai muito além do centro cirúrgico: devolve autonomia, confiança e novas possibilidades de vida para pacientes e famílias que aguardavam por essa oportunidade.

Assim, o projeto segue construindo um legado de humanização, eficiência e solidariedade na saúde brasileira.

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Instituto Galo fecha parceria com projeto que reduz a fila do SUS para cirurgias em crianças com escoliose

Nesta sexta-feira (24), o Instituto Galo deu mais um enorme passo para alcançar e transformar ainda mais vidas, em parceria com o ‘Mude a Curva’ – projeto social estruturado em mutirões cirúrgicos com o objetivo de acelerar filas de cirurgias para escoliose, uma deformidade na coluna vertebral comum na infância e adolescência, regulados previamente pelo SUS.

Os impactados, em via de regra, sofrem pelo constante atraso no tratamento cirúrgico quando inscritos na fila do Sistema Único de Saúde (SUS), resultando em deformidades cada vez mais graves e com repercussões clínicas importantes, como funcionamento de órgãos vitais, como coração e pulmão. O apoio do Instituto Galo permite dar cada vez mais visibilidade a crianças e adolescentes que sofrem da escoliose, com o intuito de estimular campanhas de rastreio, diagnóstico e tratamentos precoces.

De forma direta, o impacto trazido pela iniciativa já envolve mais de 550 profissionais da saúde, abrangendo sete estados em quatro regiões do Brasil. Além disso, nos 10 mutirões já realizados, mais de 500 pacientes já foram avaliados, totalizando mais de 230 cirurgias já concluídas – deixando claro o tamanho da importância de transformar vidas limitadas de forma física.

A parceria com o Instituto Galo fortalece a causa do Mude a Curva ao somar credibilidade e alcance da marca ao nosso propósito de cuidar de quem mais precisa. Entre 17 e 21 de novembro, no Hospital São Francisco, o mutirão será realizado pelo Mude a Curva, com o apoio do Instituto Galo na mobilização e visibilidade da ação. Com o mesmo propósito, unimos esforços para oferecer suporte a 20 crianças e adolescentes em fila de espera por cirurgia de escoliose, que serão operadas nestes 5 dias nesta edição.

JULIANO RODRIGUES – MEMBRO DO MUDE A CURVA

“Como equipe, entendemos que podemos fazer diferença para além do nosso círculo profissional. Nesta semana especial, médicos, fisioterapeutas e enfermeiros saímos dos nossos lares dos quatro cantos do Brasil e colocamos nossa expertise em cirurgia de escoliose a serviço de quem realmente precisa. Mesmo em poucos dias de mutirão, conseguimos impactar positivamente pacientes, suas famílias e deixar o legado social por onde passamos.”

“A gratidão das crianças e suas famílias é o que nos move. Costumamos dizer que levamos esperança e retornamos melhores aos nossos lares, e essa recompensa não tem preço. O Mude a Curva existe desde 2019 — o primeiro mutirão ocorreu em Recife/PE e percorreu vários Estados do Brasil. Já atendemos crianças aguardando 12 anos para serem operadas por falta de estrutura local. É por elas que seguimos mobilizados, juntos.”

O Instituto Galo dá mais um passo em sua missão de promover solidariedade e impacto social. Cada doação se transforma em insumo, cada insumo em cirurgia, e cada cirurgia em uma nova história de esperança. Mais do que um gesto de solidariedade, essa união representa a capacidade do futebol de inspirar, mobilizar e mudar vidas — dentro e fora dos gramados.

Instituto Galo – O maior projeto social do futebol da América Latina

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