Neste domingo, a orla da Lagoa da Pampulha foi tomada pelo clima alvinegro durante a Corrida do Galo. Milhares de atleticanos se reuniram para celebrar o esporte, a paixão pelo Galo e uma manhã de muita alegria.
Considerada a maior corrida de clubes do mundo, a Corrida do Galo foi também marcada pela inclusão. Em parceria com o Instituto Galo e a Galo Runners, o Atlético abriu espaço para projetos sociais que utilizam o esporte como ferramenta de participação, convivência e transformação social.
A iniciativa permitiu que pessoas com diferentes tipos de deficiência e necessidades de suporte participassem da corrida ao lado de familiares, voluntários e demais corredores. O objetivo foi proporcionar uma experiência esportiva acessível e reforçar que a corrida pode ser vivenciada por diferentes públicos.
Entre os projetos presentes estiveram o Pernas de Aluguel e o Blanka, que possibilitaram a participação de pessoas com mobilidade reduzida. O Corre pra Ver levou atletas com deficiência visual para a corrida, enquanto o Mano Down reuniu participantes com síndrome de Down.
A Unidas pelo Autismo também marcou presença, com adolescentes com diferentes níveis de suporte no transtorno do espectro autista. O Circuito Inclusão completou a participação dos projetos convidados e ajudou a ampliar a representatividade dentro do evento.
“Somos uma instituição que busca ampliar o acesso das pessoas com deficiência e sem deficiência, ao esporte, lazer e cultura, em busca de qualidade de vida e saúde. Estar aqui hoje, participando da Corrida do Galo, significa muito, muitas emoções, o esporte ele transforma a vida dos nossos alunos de formas que são sem explicação”, afirmou Debora Batista, presidente do Circuito Inclusão.
Mais do que garantir a presença de diferentes grupos nas provas, a organização criou uma estrutura de acolhimento para os participantes. Os projetos foram recebidos pela equipe da Galo Runners em uma tenda de apoio, onde atletas, familiares, acompanhantes e voluntários participaram de um café da manhã antes da largada.
“O projeto surgiu em 2014, em São Paulo, com a missão de incluir atletas com deficiência nas corridas, proporcionando alegria e segurança ”, disse Magns Gonçalves, coordenador do projeto Pernas de Aluguel em
BH.
A iniciativa ajudou a criar um ambiente de integração antes mesmo do início da prova. Para os participantes, a corrida representou não apenas um desafio esportivo, mas também uma oportunidade de convivência e de pertencimento dentro da maior corrida de clubes do mundo.
“A inclusão é a coisa mais importante no mundo de hoje. Hoje em dia, as pessoas percebem pouco o quanto esses meninos são importantes. Hoje eu não pude correr, mas não deixaria de vir aqui apoia-los e trazer alegria, o mundo hoje esta muito egotista, e precisamos ajudar a alegrar a vida dessas pessoas”, pontuou Lilian Bicalho.
A participação dos projetos sociais também deu um novo significado à competição. Para além do tempo de prova, da distância percorrida ou da colocação, a experiência esteve relacionada à possibilidade de ocupar um espaço tradicionalmente associado ao esporte e vivenciá-lo de maneira coletiva.
Instituto Galo – O maior projeto social do futebol da América Latina.
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